Daniel era um menino muito curioso. Ele se aventou uma vez no sótão da casa de sua avó, onde lhe foi explicitamente proibido que fosse. Mas dizer “não” a uma criança de doze anos era como dizer “sim, pode ir”. Ele estava com medo, medo pelas histórias assustadoras que sua avó contava acerca do que tinha no sótão, mas sua curiosidade foi maior que seu próprio medo, assim o impulsionando a ir.
Então, numa tarde em tinha adormecido a Sr Andersen foi ao mercado. Ela sabia que ele iria aproveitar a folga para ir para o sótão, mas deixou que continuasse a dormir e que quando acordasse fosse até onde sua curiosidade o impulsionava. Ela tinha certeza que ele não se machucaria, então nem se importou com tudo. Sempre deu a impressão ao seu neto que monstros habitavam aquele lugar, mas tudo era inventado para que assustasse seu neto. E sim assustou e ao mesmo tempo o deixou com muita curiosidade.
Quando acordou, Daniel se dirigiu a cozinha de sua avó, pois estava com muita fome. Mas ao invés de encontrar sua avó tricotando, ele avistou um bilhete em cima da mesa.
Daniel
Fui à casa de uma amiga minha, não quis te acordar, pois estava em um sono profundo. Ficarei fora por cerca de uma hora, se comporte!
Caso esteja com fome, eu fiz um bolo de chocolate seu preferido. Se tiver algum problema ligue para casa de Sr Langer, o numero se encontra na agenda ao lado do telefone.
Espero que se divirta, e se comporte!
Anne
Um enorme sorriso surgiu, mostrando seus dentes tortos. Ele estava livre para fazer o que bem entendesse, podia até ir ao lugar que estava explicitamente proibido para ela. ‘Por que não?’, pensou
Daniel, apesar de sua curiosidade, se importou com os avisos falsos de sua avó e foi até a gaveta do armário e pegou uma lanterna grande. E depois se dirigiu até a sala e pegou o seu taco de beisebol. E se encaminhou a escada, que levava a escuridão.
“O que será que tem lá?”, “O que tanto minha avó esconde”, sua cabeça estava repleta dessas perguntas e quanto mais se perguntava mais tinha curiosidade. Ele subiu até a uma completa escuridão e ligou sua lanterna. A luz tremulava, pois o corpo de Daniel estremecia de medo, a cada passo que dava era um ruído estridente que ouvia. Ele começou a olhar ao redor, mas o que via era somente caixas, o sótão estava repleto de caixas velhas que tinhas cheiro de mofo.
“Só isso que tem aqui?!”, exclamou indignado. “Era somente caixas que minha avó tinha tanto medo que visse?”. Ele deixou que o taco de beisebol caísse de sua mão, que fez um som oco e forte que não o intimidou. Ele se dirigiu as caixas a sua frente e pegou uma caixa. De repente viu uma menina atrás das caixas.
Ele pulou para trás soltando um grito de pavor. E seu corpo paralisou, mas retomou a sua busca, sempre impulsionado por sua tamanha curiosidade.

