Eu estava em mais uma de minhas consultas com a minha psicóloga Ana, então como de costume ela me pediu para que eu deitasse em uma poltrona confortavel e inclinada.
- Nós vamos fazer hoje um auto-reconhecimento - disse ela me olhando - por favor feche os olhos e relaxe.
Fechei meus olhos , e tudo estava silencioso. Comecei então a pensar em muitas coisas, de como eu iria dizer tudo o que eu estava sentindo, de como iria desabafar meus problemas ou por qual deles iria começar a falar. Então ela interrompeu o meu transe.
- Julie, eu quero que entre dentro de si mesma e me diga onde você está?
"Onde estou?", pensei. "O que seria aquele tal auto-reconhecimento?". Minha cabeça estava atordoada de um turbilhão de pensamentos.
- Por favor, se concentre, é um dos exercicios fundamentais para a sua melhora - disse como se eu fosse uma doente metal.
Me senti doente, muito doente precisando urgentemente de ajuda. Mas eu sabia que não era. Resolvi provar para ela o contrário. Me aninhei mais ainda a poltrona, e me imaginei em um lugar vazio tudo era branco, e a minha frente estava eu, em pé, com os olhos fechados e sorrindo, como se eu estivesse sentindo algo magico. Andei até mim mesma e fiz uma coisa mais improvavel em todo o planeta, entrei dentro de mim mesma. E me assustei pelo modo que eu estava, sentada em uma cadeira no centro de uma sala e com o meu corpo de frente com a porta, mas a uma boa distancia. A sala era enorme e tão vazia que dava uma certa melancolia continuar ali.
Eu estava completamente agasalhada, com casacos longos e grossos me aquecendo, e um cachecol fofo aquecendo meu pescoço e uma touca de croche sobre minha cabeça. Porém não era o suficiente, ainda sentia muito frio. Então olhei para a jenela do meu lado esquerdo, ela estava fechada, contudo não possuía cortina, assim conseguia ver lá fora. Como o dia estava ensolarado, tinha a linda visão de um vale, com um lindo rio correndo entre ele. Podia ouvir os passáros cantar felizes, comemorando o dia feliz.
Não podia entender o porque não saia daquele lugar triste, porque eu não tirava aquelas roupas e não sentia o dia quente que estava lá fora. Eu preferia estar sentindo frio a sentir como seria melhor lá fora.
Me sentei, e olhei para ela triste quase chorando. Então andei até a janela e olhei pra o céu azul que estava lá fora.
-Deus - disse falando alto - me ensina a não ficar aqui dentro quando há um dia tão belo lá fora.
- Nós vamos fazer hoje um auto-reconhecimento - disse ela me olhando - por favor feche os olhos e relaxe.
Fechei meus olhos , e tudo estava silencioso. Comecei então a pensar em muitas coisas, de como eu iria dizer tudo o que eu estava sentindo, de como iria desabafar meus problemas ou por qual deles iria começar a falar. Então ela interrompeu o meu transe.
- Julie, eu quero que entre dentro de si mesma e me diga onde você está?
"Onde estou?", pensei. "O que seria aquele tal auto-reconhecimento?". Minha cabeça estava atordoada de um turbilhão de pensamentos.
- Por favor, se concentre, é um dos exercicios fundamentais para a sua melhora - disse como se eu fosse uma doente metal.
Me senti doente, muito doente precisando urgentemente de ajuda. Mas eu sabia que não era. Resolvi provar para ela o contrário. Me aninhei mais ainda a poltrona, e me imaginei em um lugar vazio tudo era branco, e a minha frente estava eu, em pé, com os olhos fechados e sorrindo, como se eu estivesse sentindo algo magico. Andei até mim mesma e fiz uma coisa mais improvavel em todo o planeta, entrei dentro de mim mesma. E me assustei pelo modo que eu estava, sentada em uma cadeira no centro de uma sala e com o meu corpo de frente com a porta, mas a uma boa distancia. A sala era enorme e tão vazia que dava uma certa melancolia continuar ali.
Eu estava completamente agasalhada, com casacos longos e grossos me aquecendo, e um cachecol fofo aquecendo meu pescoço e uma touca de croche sobre minha cabeça. Porém não era o suficiente, ainda sentia muito frio. Então olhei para a jenela do meu lado esquerdo, ela estava fechada, contudo não possuía cortina, assim conseguia ver lá fora. Como o dia estava ensolarado, tinha a linda visão de um vale, com um lindo rio correndo entre ele. Podia ouvir os passáros cantar felizes, comemorando o dia feliz.
Não podia entender o porque não saia daquele lugar triste, porque eu não tirava aquelas roupas e não sentia o dia quente que estava lá fora. Eu preferia estar sentindo frio a sentir como seria melhor lá fora.
Me sentei, e olhei para ela triste quase chorando. Então andei até a janela e olhei pra o céu azul que estava lá fora.
-Deus - disse falando alto - me ensina a não ficar aqui dentro quando há um dia tão belo lá fora.


2 comentários:
sério, eu gosto muito dos teus textos.
Por um minuto me imaginei dentro da história, saindo do meu corpo, e me vendo de outro ângulo. Já desejei por muitas vezes fazer isso. Me observar de outro ângulo. mas tenho medo, de descobrir que eu sou uma prisioneira, dentro de um dia ensolarado.
Muito obrigada por histórias como essa.
Beijos :*
fico feliz se isso te ajudou de alguma forma
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